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Os hábitos alimentares que ajudam a reduzir o risco de pedras nos rins

Quem já teve concorda. Uma crise de pedra nos rins não é brincadeira.

Uma em cada 11 pessoas forma um cálculo em algum momento da vida. Mais da metade daqueles que tiveram uma crise vão ter novamente outra no prazo de 5 a 10 anos. O pior é que levantamentos populacionais mostram que esse é um problema que vem crescendo nas últimas décadas.

Existem alguns fatores que tornam uma pessoa mais susceptível a desenvolver cálculos nos rins do que outras, explica a endocrinologista Cintia Cercato. E talvez aí esteja a explicação para o crescimento desse problema ao longo dos anos. Uma condição bastante associada é a obesidade, grande epidemia do século, mas também existem outros problemas implicados no maior risco de formar pedras nos rins. Hipertireoidismo, problemas nas paratireoides, gota, síndrome de má absorção intestinal e uso de certos medicamentos podem favorecer a formação desses indesejáveis cálculos.

Certos hábitos alimentares também podem piorar a situação. Tomar pouca água, comer muita carne, comer poucas frutas e verduras e abusar no sal acabam favorecendo o problema.

Assim, uma recomendação universal para prevenir cálculos renais é manter um alto consumo de líquidos. Uma pesquisa com quase duzentos participantes que apresentavam crises renais de repetição avaliou justamente o efeito dessa orientação no risco de ter novas crises. Um grupo foi orientado a aumentar o consumo de líquidos para produzir um volume de urina de pelo menos 2 litros por dia e o outro grupo recebeu apenas orientações gerais. Ao final de cinco anos de acompanhamento a taxa de recorrência de crises do grupo que ingeria mais liquido e acabava urinando mais foi de 12% ao passo que, no outro grupo, as novas crises ocorreram em 27% dos participantes. Mas é importante ressaltar que nem todos os líquidos conferem os mesmos benefícios. Pelo menos três pesquisas grandes indicaram que o alto consumo de bebidas açucaradas aumenta a chance de formação de cálculos. Então, o melhor a fazer é beber água.

O elevado consumo de sódio aumenta a excreção de cálcio na urina. Algumas pesquisas indicam que restringir o sal da dieta pode reduzir a chance de novas crises. O abuso de sal é um problema em nosso meio. A recomendação da organização mundial de saúde é manter um consumo em torno de 2g de sódio ou 5g de sal por dia, mas infelizmente o brasileiro anda consumindo 12g de sal por dia! Boa parte desse excesso de sal vem de alimentos ultraprocessados, então fique sempre atento ao rótulo. Usar mais ervas e especiarias e reduzir o sal no preparo dos alimentos de casa também é uma boa estratégia.

Reduzir carne, mesmo as carnes brancas,  também pode ser útil em alguns casos, pois o consumo excessivo pode reduzir o pH da urina e aumentar a excreção de cálcio e de ácido úrico.

Se você sofre com esse problema, não deixe de perguntar ao profissional de saúde que lhe atende quais hábitos alimentares devem ser adotados no seu caso.

Aqui na Caseiramente, reduzimos ao máximo o consumo de sal nos alimentos. Colocamos o suficiente no preparado dos alimentos e quando o cliente achar necessários, ele faz a correção ao seu gosto. Apostamos bastante nas ervas e temperos naturais.

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